quarta-feira, 4 de novembro de 2009


O materialismo histórico visto por um socialista soviético



A seguir vamos colocar parte de um livro de um "intelectual" soviético dos primeiros tempos da revolução russa de 1917, na época da formação da URSS.
Vamos ver (e comentar) como era o método de doutrinação na URSS.


***

Transcrição do livro de L.A.Tckeskiss de 1934.

O livro sobre o materialismo histórico que ora apresentamos ao publico é formado por uma serie de preleções proferidas na Universidade Comunista para as minorias nacionais do Ocidente, no ano letivo de 1921-1922.

Obs. O texto a seguir temos apenas trechos do livro.
Os textos em itálico são comentários sobre o texto do livro.


OS CONCEITOS BÁSICOS DO IDEALISMO E MATERIALISMO

O materialismo, em geral, se contrapõe ao idealismo; não se pode realmente compreender o materialismo sem conhecer o seu oposto – o idealismo.
Para se responder á pergunta, sobre o que vêm a ser materialismo e idealismo, não colocaremos a questão tão metafisicamente, do seguinte modo:
“qual é a primeira causa de tudo o que existe, a matéria ou o espírito?”

Formularemos a questão um tanto diferentemente.
No mundo em existência que concebemos, sentimos primeiramente a nossa própria existência que se compõe em certo sentido de duas partes:
1º) vemos a nós mesmos como um corpo: -- nosso corpo material;
2º) sentimos a nós mesmos como elemento de manifestações internas: -- pensar, sentir, saber.
São esses os dois momentos principais que cada “eu” sente em sua própria existência. Por isso, ao construirmos uma escola filosófica, temos diante de nós dois caminhos a seguir:
1º, a escola materialista afirmando que em todo o existente está a matéria, o corpo; que tudo na natureza é objeto da percepção dos nossos sentidos e que o pensamento humano é o resultado da matéria – o pensar é atributo da matéria, como todos os outros,
2º), a escola idealista que diz sentirmos primeiramente a existência das nossas emoções, dos nossos pensamentos e que o corpo, -- a matéria existe tão somente porque o “eu”, o nosso pensamento concebe. A pedra, por exemplo, que não se concebe a si própria, não tem existência. Percebemos um fenômeno com os nossos órgãos, vemo-lo com os nossos olhos, mas o ato em si de ver, o fato como tal, não é material, não pode ser visto nem tocado. Esta escola toma por isto como base o espírito, o pensamento. A matéria é por ela tomada como um acidente ou como corporificação do espírito.


Comentários
Tais conceitos, feitos por um marxista, e devido a isso sempre direcionados para a ideologia socialista, são radicais, extremistas.
Os humanos são compostos pelo corpo e pela mente, um não funciona sem o outro.
Se a mente parar de emitir comandos para o corpo se mover, para o coração bater, para o estômago fazer a digestão, o corpo morre, apodrece, portanto a matéria "corpo" morre sem a mente.
Por sua vez, a mente, sem os neurônios, sem o sangue, tb vai deixar de existir.
O radicalismo determinista marxista é movido apenas pela estupidez ideológica e não pela razão inteligente, sua única intenção é chegar a um objetivo predeterminado, chegar a algo "científico" que justifique o que o "mestre" falou.
Uma coisa importante a destacar é que o "materialismo" que se opõe ao "idealismo" de Hegel é o de Feuerbach.
Foi Feuerbach que imaginou e estabeleu os princípios do materialismo em oposição a filosofia de Hegel.
Feuerbach era um dos mais elogiado filósofo alemão, Marx se aproximou dele na universidade de Berlim, ficou seu amigo, pegou a teoria dele, usou-a, e depois passou a criticar Feuerbach de forma violenta.
O "materialismo histórico" não é uma oposição ao idealismo de Hegel, é um materialismo socialista ateu, cuja única finalidade é tentar dar uma base "científica" ao socialismo marxista.


A que pode conduzir e a que nos levaram o materialismo e o idealismo em seu desenvolvimento histórico?
Desde que verificamos ser o corpo, a matéria, o objetivo, o que realmente existe, devemos estudá-lo antes de tudo, conhecer suas prioridades e só assim é que poderemos conhecer o mundo.
Os idealistas, ao contrario, diziam que se devia antes de tudo investigar as manifestações internas, -- o espírito, o fator básico de tudo o que existe; que se pode apresentar até sob a forma de matéria. Mas o espírito é algo que não se pode apreender, que não se pode investigar. O espírito, como tal, não pode estar sujeito a força alguma, e, pelo seu conteúdo, só pode ser explicado espiritualmente ou divinamente.
O desenvolvimento histórico dessas duas doutrinas deu-se de tal forma, que o materialismo cresceu e se desenvolveu ao lado da ciência, ao passo que o idealismo achava-se quase sempre ligado á religião, ou se entretinha com a metafísica especulativa, divagando sempre nas esferas da metafísica e da teologia.


Comentários
Deve-se observar, que o idealismo dialético é proveniente de Hegel.
Porém, não existem na filosofia apenas o idealismo e o materialismo !
Existem outras formas de pensamento, como a Fenomenologia, o Positivismo, o Pragmatismo, o Atomismo Lógico, o Instrumentalismo, o Existencialismo, as descobertas de Schopenhauer e Bergson, os escritos de Nietszche, só para mencionar alguns.
Outra coisa importante, Marx não entendeu a filosofia de Hegel, ou se entendeu a ignorou, da qual o ponto mais importante é que a história é "deus em formação", a triade dialética final de Hegel é:

Ideia : Natureza --> Espirito

Da "ideia" surgiu a "natureza", e nela (história) se forma o "espirito".

Marx passou muito longe dessa conclusão filosófica final de Hegel !


***


OS FUNDAMENTOS DO MATERIALISMO HISTÓRICO

Para existir, deve o homem desempenhar uma certa atividade em relação á natureza exterior.
Ele deve adaptar-se á natureza para poder viver e não ser por ela aniquilado.
E essa adaptação se realiza graças á atividade do homem. Mas só na adaptação não poderemos encontrar o conteúdo, o característico da vida social humana. Uma adaptação á natureza encontramos também nos seres inferiores. Na simples adaptação há, portanto, pouco de humano, menos ainda de social.
Que é então o que distingue a adaptação humana á natureza?
Em primeiro lugar a forma social.
Essa adaptação se realiza não em forma individual; o homem se adapta á natureza, socialmente.


Comentários
O marxista está inventando um conceito duvidoso no texto, o de "adaptação".
Isso não tem fundamento, o ser humano não é um alienígena extraterrestre que tenha q se adaptar a natureza do planeta... o ser humano faz parte da natureza do planeta como qq outro ser vivo, tudo que existe no corpo do ser humano faz parte da natureza do planeta, a vida faz parte da natureza do planeta, e não precisa de adaptação nenhuma.
A vida é muito simples: nascer, se alimentar, crescer, procriar, proteger os filhos e a família como todos os demais mamíferos fazem, envelhecer e morrer.
Não precisa de adaptação nenhuma, o marxista está forjando um ingrediente que ele necessita para dar andamento a sua "criação" com a finalidade de justificar Marx e sua ideologia.

E tb, o marxista está ignorando que os humanos vivem socialmente pq são mamíferos, tem instinto sexual, afeição materna/paterna e constituem família...


Duas formas de atividade humana estão ligadas á sua adaptação á natureza:
1º, uma atividade que serve diretamente á satisfação das necessidades de sua existência (nutrição, reprodução).
Para satisfazer suas necessidades desta natureza precisa o homem exercer certa atividade (por exemplo, comer, beber, respirar, manter relações sexuais, etc.), mas essas atividades são provocadas diretamente pelas proprias necessidades de momento.
2º, há uma outra atividade que serve indiretamente á satisfação das necessidades (cozinhar para comer, puxar água para beber, colher frutas para comer, etc.).

A atividade do homem na primeira forma, serve-lhe para satisfazer diretamente suas necessidades, só pode ser útil ao individuo que exerce essa atividade (não se pode comer por outros).
A atividade da segunda forma (satisfazer indiretamente suas necessidades) pode ser também útil a outros (pode-se colher frutas para outros, pode-se trazer água não só para si, como também para que outros bebam).
Essa atividade do homem, que serve diretamente a satisfazer suas necessidades, tem uma característica especial, que consiste na possibilidade de se tornar social. A essa atividade, em geral, denominamos: trabalho.

Analisemos mais detidamente o que acabamos de referir.
Trabalho, isto é, não só atividade direta, mas também indireta, notamos também em certa proporção, nos seres inferiores.
O que, pois, distingue o trabalho humano do trabalho dos seres inferiores?
Tentou-se definir o homem como o animal racional (homo sapiens); mas, sendo a razão no homem, o resultado de um desenvolvimento muito adiantado, não pode ela servir de característica para a definição do homem.
Muito mais certo é a definição dada por Franklin: “o homem é um ser que faz e usa instrumentos”.


Comentários
A definição é muito mais vasta se formos olhar a coisa por este prisma. O homem tem consciência que existe, os animais não tem. o homem fala, os animais não, o homem sorri os animais não, etc.
A definição anterior é a que mais se aproxima da veracidade, pq é a que abrange todas as demais, o homem é um animal racional, é uma animal que sabe que existe.
O importante a se destacar neste relato é que se nota sem muito esforço que o autor está conduzindo o leitor por um "caminho", ele já sabe onde ele quer chegar.
É o mesmo estilo de Marx.
É a história do saco de bolas da sorte q só tem bolas 7 dentro, a bola q se quer tirar.


O trabalho de fazer e usar instrumentos é sempre uma atividade indireta. Mais ainda, esse trabalho é uma condição necessária ao desenvolvimento do próprio trabalho. Nos seres inferiores, essa atividade não desempenha, por isso, grande papel. Eles não têm as possibilidades de se desenvolver. No homem, ao contrario, a atividade, o trabalho, começa a desempenhar o papel mais importante em sua vida.
O instrumento é, portanto, o momento principal que distingue a atividade do homem, seu trabalho, de todos os outros seres vivos.


Comentários
Está ai onde ele queria chegar de imediato, afirmar que o trabalho é a principal coisa na vida dos humanos, porém, isto é um absurdo. O que distingue o homem dos outros seres vivos é a capacidade mental que ele tem, não só para fazer instrumentos, bem como para atividades artísticas por exemplo, para estabelecer estratégias, etc.
O homem só faz instrumentos pq é racional.


A matéria, isto é, a base concreta da sociedade, consistirá, portanto, no trabalho para satisfazer as necessidades humanas, nas quais o instrumento, como meio de adaptação á natureza, desempenhará o papel principal.

A totalidade dos instrumentos que o homem cria no processo de sua adaptação á natureza é chamada técnica.
A técnica pode também ser chamada de meio artificial.
O homem se adapta ao meio natural criando um meio artificial.
No meio artificial esta corporificada a matéria da vida social.


Comentários
De forma alguma, essa é a mentira marxista.
O homem é social devido a ser um mamífero, ter instinto sexual, constituir família, e ter necessidade de dar segurança a esta família, por isso vive em grupo, originalmente em grupos familiares ou clãs.
A maior motivação humana, a sexual, não necessita de nenhum instrumento para ser concretizada de forma natural.
Nem tampouco a necessidade básica de alimentação necessita de instrumentos, por milhões de anos os hominideos se alimentaram sem ter instrumentos.
Os instrumentos só surgiram pq os humanos foram adquirindo evolutivamente raciocínio lógico e consciência, mas, muito antes dos instrumentos surgirem - os humanos já viviam em grupos, ou seja, socialmente.
É só prestar a atenção em como vivem os macacos...
Os seguidores de Marx trapaceiam e inventam teorias para justificar a mentira original do "mestre".


Os instrumentos, que podem ser considerados como órgãos artificiais, têm a grande virtude de terem um desenvolvimento quase ilimitado. Em todo caso, os instrumentos se tornam quase independentes do organismo humano e são de possibilidades quase ilimitadas, como as forças da natureza.
A criação de instrumentos mais aperfeiçoados depende da correspondente exploração da natureza, cujas riquezas são inesgotáveis.
Podemos ver, portanto, qual o papel que deviam e podiam exercer os instrumentos na historia da humanidade.
Os instrumentos tornam possível a exploração da natureza com menos dispêndio de energias, conseguindo deste modo resultados mais favoráveis e assim permitindo ao homem adaptar-se cada vez mais ao meio.

A historia nos mostra que com o desenvolvimento do homem, ele adquire cada vez mais necessidades e novas qualidades. Surge então a questão: qual a origem dessas novas necessidades e dessas novas qualidades? Onde devam ser procuradas as causas do seu aparecimento? Bem entendido, as causas do aparecimento dessas novas necessidades cada vez mais diversas não podem ser encontradas no próprio homem, mas sim fora dele, isto é, na influencia exercida sobre ele pela natureza que o circunda, pelo meio.
A própria natureza, muda, porem, muito lentamente. Se a evolução do homem dependesse somente da mutação do meio natural, no qual ele se encontra, essa evolução seria tão lenta que se tornaria quase imperceptível. Nas primeiras etapas do desenvolvimento humano notamos quão lentamente se opera essa evolução. O meio natural age pouco sobre o desenvolvimento das necessidades do homem, sobre o aperfeiçoamento de suas habilidades, sobre a mudança de sua natureza.
A causa, por conseguinte, só pode ser encontrada no meio artificial, que cresce vertiginosamente.

A causa do desenvolvimento humano, deve pois, estar na adaptação do homem ao meio natural, na atividade indireta do homem que é o trabalho, na criação de instrumentos que é a técnica, no meio artificial que cresce e se expande sem limites.

Estabelecemos, portanto, que o trabalho e a técnica formam a base da vida social e da evolução humana.


Comentários
Está é a "ciência" marxista.
O cara fala que não se pode procurar no homem as suas necessidades de melhorias, e que se deve procurar fora...
E não dá nenhuma prova do pq deve ser dessa forma !
Ai diz que a natureza age lentamente... o que não é verdade, a natureza existe por 4,5 bilhões de anos, desde que o planeta se formou, e o homo sapiens existe a 200 mil anos apenas, vindo dos hominideos que demoraram apenas 5 milhões de anos para se formarem.
Em seguida decreta que são os instrumentos, o meio artificial, a causa do desenvolvimento do homem !
Essa é a mais pura picaretagem "científica" marxista.
Este é o estilo de Marx, vai tirando definições da manga do colete, sem nenhuma comprovação, até chegar em uma conclusão "verdadeira".


***

A ESTRUTURA DA SOCIEDADE E A DIVISÃO DE CLASSES

Se quisermos compreender e explicar a estrutura da sociedade e também as suas partes principais, teremos antes de mais nada de destacar a base da sociedade, seus alicerces, e só então, depois de estudada esta, explicaremos as outras partes do edifício social, toda a construção social.

Em que consiste o alicerce, isto é, a base da sociedade?

Comentários
Consiste na necessidade de sobrevivência e de perpetuar a espécie.
É esta a base que move a sociedade humana.
Tudo o mais que os humanos fazem é para estes dois requisitos básicos decretados pela espécie.
É a configuração de nosso corpo, feito pela espécie e não por nós, que determina quais são as nossas prioridades.


Analisando anteriormente essa questão, mostramos numa concatenação de idéias que a base fundamental da vida social é o trabalho social, que por sua vez se acha estreitamente ligado á técnica.
Falando aqui do trabalho como fator social, -- como base da vida social, não nos interessa a face física ou técnica do trabalho, mas sua face social, isto é, as relações que surgem entre os homens no trabalho durante a elaboração de produtos e durante sua distribuição.
A base da vida social é, portanto a sua economia.


Comentários
A intenção primordial em todo o texto, era falar isso, que a base é a economia, diz isso pq Marx disse isso.
Mas, acontece que ele para chegar até ai, antes disse que o trabalho é a base da sociedade.
Porém essa conclusão, é tendenciosa e omissa.
Todos os humanos precisam trabalhar, e não apenas os que vivem em sociedade.
Um humano solitário que viva no meio do mato, precisa trabalhar para sobreviver.
E se esse humano, em sendo inteligente, vai imaginar formas de facilitar esse trabalho solitário criando instrumentos que o ajudem !
A tese do nosso socialista soviético não tem fundamento.


Vendo na sociedade certos agrupamentos ligados á família que, como esta desempenham grande papel na visa social, surge então a seguinte pergunta: como se entrelaçam as varias relações de família com as relações econômicas?
Não dependerão uma das outras?

Ao estudarmos a família historicamente, veremos que as relações de família não se mantém sempre estacionarias, no mesmo lugar – elas evoluem; onde, pois se deve procurar as causas dessas modificações?

Sendo certo que as relações sexuais das quais derivam todas as outras relações de família não mudam, de uma maneira geral, claro está que não são elas que determinam aquelas variações.


Comentários
Tal dedução é miserável.
O cara sabe que toda a causa das relações humanas vem da relação sexual .... mas, o fdp, com a maior cara de pau, descarta a relação sexual !
Mas, tudo vem dela !
Como podemos descartá-la ?
É o que Marx fez no O Capital para chegar a conclusão de que o trabalho era a fonte de todo o valor... desconciderou todo valor que não dependia do trabalho !
Ai sobrou, é claro, apenas o valor que depende do trabalho.
A maior parte dos dramas humanos vem do sexo, a maior parte das ações humanas são dominadas pelo desejo sexual, e o cara diz que as modificações não vem do sexo !
Essa é a trapaça suja de marxistas.


Elas devem ser procuradas noutra parte. Sabemos porem, que a família é ao mesmo tempo um entrelaçamento de relações de caráter econômico e fisiológico. Suas formas mudam, se desenvolvem de acordo com o desenvolvimento da técnica e das relações econômicas que por esse meio se elaboram.

Tomemos por exemplo as relações de pais e filhos, de homens e mulheres, irmãos e irmãs, etc.
Nas sociedades de seres inferiores, essas relações mantêm-se sempre as mesmas e não se modificam. Como relações fisiológicas não podem estas determinar a vida da família. Somente na sociedade humana em seu desenvolvimento, essas relações assumem variadas formas, perdendo seu caráter puramente fisiológico, e tornam-se complexas devido às relações econômicas existentes e integradas na sociedade.

Nem relações sexuais nem as de parentesco, podem servir de base para a anatomia da sociedade humana.


Comentários
As emoções mais fortes, os dramas mais trágicos, se encontram no sexo e nas desavenças familiares, e o cara simplesmente diz que não ! E fim de papo. Está decretado.
É uma coisa nojenta esse tipo de "análise" marxista.


Em que consiste, pois a estrutura da sociedade? Consiste na sua divisão em certos grupos econômicos, que se encontram não só em simples relações de cooperação, mas também em relações opostas de luta.

Sabemos que quanto mais as relações se tornam complexas, passando de simples cooperação á complexa divisão de trabalho, tanto mais evidentes começam a surgir em cena certos grupos econômicos que mantém lutas entre si. Essas relações de luta entre os vários grupos econômicos em oposição dão á sociedade um caráter especial, determinam a feição de sua estrutura; logo, a estrutura da sociedade nasce, isto é, tem as suas raízes na base econômica.

A divisão em classes, em camadas, que se forma no inicio devido á divisão do trabalho, se desenvolve cada vez mais como o próprio desenvolvimento da divisão do trabalho. E essa estrutura econômica da sociedade, consistindo na divisão em vários grupos, com diferentes interesses econômicos, lutando oculta ou abertamente entre si, desempenha o papel preponderante no desenvolvimento continuo da sociedade.

Tomando a sociedade no inicio do seu desenvolvimento devemos constatar que a força impulsora, era então constituída pelas varias necessidades econômicas, que obrigavam os homens a lutar contra a natureza. A multiplicação que devido ás formas primitivas de produção levou á superpopulação obrigava freqüentemente os homens a alargarem a sua luta contra a natureza; o resultado disso foi a evolução do trabalho. Começa aqui a esboçar-se um novo fator que desempenha um grande papel na evolução da sociedade. Esse novo fator foi a técnica: -- o meio artificial, que é formado pelo homem em sua luta implacável pela existência, para a satisfação de suas necessidades vitais. Uma das condições preliminares para o desenvolvimento da técnica foi o desenvolvimento da sociedade; mas quando a sociedade cresce, forma-se nela, devido á evolução da técnica, a divisão em grupos e em diferentes camadas econômicas, com interesses opostos, mantendo-se em constante relação de luta. Nasce assim e se desenvolve mais esse novo fator agindo por sua vez no desenvolvimento posterior da sociedade, determinando a sua estrutura com as mutações gradativas da mesma, -- a luta de classes.

Devemos lembrar que na sociedade devido á luta geral pela existência dá-se também a concorrência entre os indivíduos isolados. Isso porem é um fenômeno geral da natureza viva e falando-se de luta na sociedade, subentendemos uma luta de caráter e sentido social. Á qual, só pode corresponder a luta de classes (3).

Os “sociólogos” burgueses acham que, na historia, outras duas formas de luta entre grupos, desempenharam o papel preponderante:
primeiro, as lutas de raças
segundo, as lutas nacionais.

Eles procuram demonstrar que a luta de classes desempenha papel menos importante que as lutas nacionais e que a marcha da historia é determinada não pelas condições econômicas, mas por fatores muito diversos.

É bastante porem analisarmos as duas formas de lutas acima referidas, para vermos que seu conteúdo não é independente e que ele é determinado pelas condições econômicas em que se encontram as raças ou nações em luta.

A base, sobre a qual nasce a luta nacional ou de raça é também, sempre econômica.

Historicamente surgiu a luta de raças, (mascarando a luta econômica), antes da luta de classes, porque esta se origina nas sociedades diferenciadas, ao passo que a luta de raças e até mesmo a luta nacional não exigem uma divisão de trabalho social desenvolvida.


Comentários
Antes disse que é sempre econômica.
Agora diz que não precisam da divisão do trabalho.


E quando no cenário histórico surge a luta de classes ela não expele a luta de raças ou nacional, mas complica-as. A luta de classes assume, ás vezes, a forma de luta de raças ou luta nacional, porque para a burguesia é necessário e útil encobrir a aguda luta de classes com o véu da luta nacional ou de raças.


Comentários
Uma verdadeira salada mista !
A tal luta de classes é mutante, pode ser qq coisa que o marxista necessite que ela seja !


Analisemos as lutas nacionais e de raças e veremos como essas lutas não são senão manifestações ou variações veladas da luta econômica ou de classes.

Tomemos primeiramente as lutas de raças.
Quais raças existentes em geral?
Devido á diversidade do meio geográfico, formaram-se três raças principais: -- negra, amarela e branca.
Nos tempos primitivos não se observam lutas entre essas raças.

Agora observemos em certa medida uma luta entre brancos e negros, nos Estados Unidos.
Será porem uma luta característica de raças?
Ninguém o dirá.
Todos deverão reconhecer que essa luta tem um caráter econômico, em conseqüência de terem sido os negros libertados da escravidão há pouco e se tornarem por isso uma vitima indefesa da exploração capitalista.


Comentários
Pronto !
O marxista deu por concluída a sua análise da "luta de raças" !

E a luta, ou melhor, o massacre que os russos praticaram contra os ucranianos, de que se trata ?
E a luta dos bascos contra os espanhóis, de q se trata ?
E o apartheit na Africa do Sul de que se tratava ?


Analisaremos agora a luta nacional que é um fenômeno muito mais freqüente e que em nossos dias observamos ainda em grande escala e em variadas formas.
Aqui devemos notar: primeiro, se essa luta nacional, como tal, é uma força propulsora na historia; segundo, em que consiste em geral o conteúdo da luta nacional.

Façamos resumidamente uma excursão na historia e detenhamo-nos no ponto de formação direta das nações.

Se tomarmos a sociedade primitiva na forma de comunidades, clãs, tribos, notamos desde logo, que cada tribo não é formada por muitos indivíduos, ligados entre si por laços de sangue: e que as demais tribos são consideradas como forças exteriores da natureza, com as quais é necessário por vezes, lutar, como contra os animais.
Mas, pela união de varias tribos (freqüentemente consangüíneas), devido ás necessidades econômicas de defesa é que se formaram as nações.
Como cresceu a nação? Antes de tudo devido ao desenvolvimento da técnica da sociedade, até quando a luta pela existência obriga certas tribos a se unirem a outras. Em que consistia porem a luta entre as tribos?
Lutavam de fato somente porque representavam tribos diferentes?
Não. A luta era puramente econômica.

Os israelitas lutavam contra os filisteus não como duas tribos e sim como dois organismos regionais, com interesses econômicos antagônicos, onde cada qual procurava escravizar o outro, ou conseguir dele certo tributo.
As guerras entre as nações tiveram fins puramente econômicos e representaram tendência a expansão; o território tornara-se pequeno para a nação e ela tinha necessidade de se expandir.
Tal nação lutou contra tal nação, porquanto uma via na outra melhor objeto de exploração e mais fácil presa ás suas ambições.


Comentários
Essa é a típica embromação marxista.
É claro que as "lutas nacionais" não se tratam das lutas entre tribos !
Tribos não envolvem o conceito moderno de nação.
Se tratam das guerras entre França e Alemanha, França e Inglaterra, EUA contra Espanha, etc.

E claro que nelas tem motivação econômica, mas, se trata de uma luta entre nações, portanto uma luta nacional, e não uma luta de classes.
Todas as supostas classes da nação A lutam contra todas as supostas classes da nação B.

A guerra entre França e Alemanha de 1870, não foi luta de classes, foi uma luta nacional entre duas nações.

A alegação do marxista é refutada com muita facilidade...


Porquanto, as nações surgiram na evolução da historia juntamente com a evolução do trabalho e da técnica.
Surgem primeiramente sobre a base de laços de sangue, as uniões de família.
Sobre a mesma base, formaram-se posteriormente o clã, a tribo e a nação.
Mas a causa dessas uniões e sua evolução foi provocada somente por motivos econômicos, e o conteúdo das lutas entre elas não é nacional, isto é, não consiste em duas tribos, com língua e psicologia diversas, lutarem somente por isso.


Comentários
O motivo da luta entre uma tribo e outra, não é econômico, tribos, índios, não tinham noção de economia.
O motivo da luta sempre foi pela sobrevivência da tribo.
Se uma tribo estava residindo em um local onde a caça e a pesca começava a faltar, e com isso a tribo não tinha alimentos, a tribo se mudava e ia em busca de melhores terras... isso é um fato por demais conhecido.
Só que outras tribos tb podiam ter a mesma ideia !
E duas tribos chegavam a uma terra onde tinha caça e pesca, mas, só dava pra uma tribo... então, as tribos guerreavam para ver quem ia ficar com a terra fertil.
O motivo das lutas sempre foi esse, a sobrevivência - da tribo - ou seja, de caráter nacional.
Os índios brasileiros do litoral, os tupis, não faziam guerra entre si, mas contra os tapuias, do interior, eles faziam.

Isso é uma coisa tão evidente, tão óbvia, tão conhecida, que a intenção marxista é uma coisa ridícula... uma demência que a ideologia cega consegue incutir nas mentes fracas.
Mentes livres e cultas jamais aceitarão a miserável concepção marxista.


Por conseguinte, seria extremamente falso, se disséssemos que a luta nacional é uma força propulsora na historia; é certo, que a luta nacional é por vezes a expressão da luta de classes (luta econômica) que é, a realidade, a força propulsora da historia.
Podemos assim determinar, que a estrutura da sociedade é a divisão de classes, que surge durante o processo da divisão do trabalho e se desenvolve com a evolução da técnica. A luta econômica se dá sobre a base da divisão de classes, -- da divisão em grupos sociais distintos, com interesses econômicos opostos.


Comentários
Os "intelectuais" marxistas são gente muito doida.
E não existe nada a fazer, nada os demoverá de sua loucura.
Contra esses loucos só existem duas soluções:
1 - Eles se matarem entre si.
2 - Os seres humanos conscientes os manterem em seus lugares, e se eles ameaçarem sair dele para vir nos atacar, acabar com eles para sempre.


***

A LUTA DE CLASSES COMO FORÇA PROPULSORA DA HISTÓRIA E A FORMAÇÃO DA PSICOLOGIA DE CLASSE

Quando a burguesia de uma nação (já então dividida em classes) não pode mais satisfazer-se com a exploração do proletário nacional, procura então estender seu domínio sobre outros povos atrasados ou concorrentes. O caráter externo de luta entre nações depende do estado das forças produtivas das mesmas.

Assim por exemplo a luta entre a Inglaterra e a China, como luta entre um pais desenvolvido e outro atrasado (no sentido econômico), traz mais abertamente o caráter de luta feroz entre o mais forte e o mais fraco, as passo que a luta entre a Alemanha e a França – luta entre países igualmente desenvolvidos – é disfarçada, trazendo o caráter de luta entre duas “civilizações” diferentes, onde uma é apresentada como justa e “civilizada” e a outra como Barbara.
As formas de luta, de fato, são diversas, mas o seu conteúdo é sempre o mesmo.


Comentários
É sempre a mesma coisa...
Tanto a luta entre o mais forte contra o mais fraco, como a luta entre iguais, é a mesma coisa.
Ele diz que é "disfarçada", mas não demonstra e prova qual é o disfarce, temos que acreditar nele, e não concluir baseado em evidências.
O cara inventa nomes, adjetivos, e decreta.
Não se sabe de onde ele tirou que alguém julgue a Alemanha (ou França) "bárbara" !?
Jamais apresenta uma fundamentação lógica que comprove o que ele fala.
Mas, nesse texto o marxista se contradiz em relação ao tópico anterior.
Ele mesmo está se referindo a "luta do mais forte contra o mais fraco" !
Se referindo a "luta entre iguais", luta entre países desenvolvidos... então não é luta de classes !

....

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DIREITO E ARTE DO PONTO DE VISTA MATERIALISTA

Agora, tentaremos apontar como se devem explicar fenômenos sociais complexos, pelo método materialista.
Tomaremos por isso dois fenômenos sociais diversos, pertencentes ambos á superestrutura da sociedade, diferindo, porem, quanto ao seu conteúdo.
Tomaremos o direito por um lado, e a arte por outro, e tentaremos explicá-los segundo o método materialista.
As ligações existentes entre o direito, que é uma relação social, e as relações de produção dominantes na sociedade, são evidentes.
Estabelecemos, por isso, somente a dependência entre aquelas e estas, para apontar como agem umas sobre as outras.
A arte parece estar completamente desligada das relações de produção. Devemos, portanto, ver como pode a arte ser explicada materialisticamente.

Sendo o Estado uma organização da classe dominante, tendo por fim fortalecer e santificar seu poder está claro que o direito de Estado (direito publico) tem suas raízes nas relações de classe, existentes na sociedade. Sua dependência das relações de produção e por sua vez da evolução das forças produtivas é manifesta. Um pouco mais complexa é a ligação entre o direito civil e as relações de produção. Explicaremos, portanto, a questão de um modo concreto.

Tomemos um exemplo concreto do direito: o direito de sucessão, e analisemo-lo. Vejamos primeiramente se as formas de sucessão foram sempre as mesmas e se o conceito de sucessão é inato no homem, se brota espontaneamente de seu ser, isto é, se o direito de sucessão nasce de um conceito interno que o homem possui de que seu filho é a continuação de sua existência, do seu “eu” (o ponto de vista de direito natural).


Comentários
Antes de lermos a embromação que o marxista vai tentar nos passar, podemos perguntar:
Algum ser humano consciente, lúcido, não dominado por ideologias cegas, não considera os filhos como uma continuação de sua existência ?
Alguns ser humano normal não considera os seus filhos como herdeiros de seus bens ?


Neste caso, se o direito de sucessão tivesse crescido sobre esta base, seria um fenômeno que sempre existiu e que deve existir sempre. Ou então, se o conceito de sucessão é um conceito histórico, isto é, aparecido em certa época e sem ligação com a idéia de continuação da existência dos pais pelos filhos.
Neste caso, se o direito de sucessão é um fenômeno histórico, naturalmente não existiu sempre e nem existira.

Se admitirmos que o conceito de sucessão é inato, isto é, que esta ligado á natureza do homem, como poderíamos explicar a diferença entre o direito do primogênito e o dos demais filhos, entre filhos e filhas, ou, entre herdar bens moveis e imóveis? Explicar as variações do direito de sucessão pelas leis internas do espírito humano (a principio esse espírito julgava que só os filhos ou os primogênitos podiam herdar; mais tarde chegou a admitir que também as filhas podem herdar), seria uma pura fantasia.


Comentários
É fácil explicar o por que do primogênito.
Nos tempos antigos, qdo não existia um estado organizado, os humanos viviam em clãs, no sistema patriarcal, se o patriarca morresse, o filho primogênito dele assumia, e ficava incumbido de cuidar dos bens do clã.
Isso era feito para manter a unidade do clã.
Não existia nenhum problema para os demais filhos pq eles iriam continuar a usar todos os bens do clã.
Com o surgimento do estado organizado, de cartórios, e com a dissolução dos clãs, o sistema mudou, e cada filho recebe a sua parte igualmente.
E mesmo que tudo isso fosse ignorado, e apenas o primogênito recebesse, o direito a sucessão continuaria a existir.


O espírito humano deveria então ser tão multiforme como as próprias formas do direito de sucessão, entre os vários povos e as varias épocas de sua vida cultural, devendo mudar constantemente sua forma de existência.
Deve-se procurar então uma solução, para se compreender o fenômeno do direito de sucessão e suas modificações.

Em primeiro lugar é evidente que o direito de sucessão está intimamente ligado ao direito de propriedade, porque o conteúdo daquele nasce deste ultimo.
O instituto da propriedade aparece numa certa época da evolução da técnica.
Passo a passo com o desenvolvimento das formas de propriedade se desenvolve também o direito de sucessão, com todas as suas modalidades.
Se havia, por exemplo, pouca terra, foi-se obrigado a limitar o direito de sucessão de todos os filhos, para não desperdiçar a terra. As mulheres que desempenhavam papel de submissão, sem independência, dependentes de seu marido, não gozavam por isso do direito de sucessão.
Na sociedade feudal, quando o senhor feudal era uma espécie de rei em seus domínios, devia ser destacado o primogênito como sucessor principal, e se formou assim todo um sistema de sucessão e uma escala de sucessores.

Cada determinada forma de propriedade, tinha sua forma estabelecida de sucessão. Na sociedade burguesa, podendo a propriedade ser representada em dinheiro, em riqueza fluente, sem ligação com a produção, já assume o direito de sucessão outra forma diversa da sociedade feudal. Portanto: o direito de sucessão é, antes de tudo, dependente do direito de propriedade que é como já sabemos, por sua vez, dependente da evolução da técnica e das relações de produção, que se estabelecem na sociedade.


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Notem que o cara fugiu do tema.
Ele não provou que a sucessão não é natural...
Ele desviou o assunto para dizer que a sucessão existe pq existe propriedade privada !
Ora bolas !
Como iria existir sucessão se não existisse propriedade privada ?
Isso é óbvio.
Mas, em existindo, a milênios, os pais deixam seus bens para os filhos.

Qual é a sorrateira intenção do marxista ?
É estabelecer que não deve existir propriedade privada, e ai não existirá sucessão, pois tudo será do estado socialista.
E tb é claro não poderá existir a família...
Porque se existir a família na sociedade socialista, a sucessão automaticamente irá existir... a não ser que os filhos sejam levados para morar em outro local qdo os país morrerem e a casa que eles moravam com os pais seja dada para outros...
É uma coisa que foge ao bom senso...


É esse método do materialismo histórico ao observar os múltiplos fenômenos da sociedade.
Deve-se ver primeiramente se o fenômeno é constante, eterno, e ver então de que é que depende e o que determina sua própria dependência.

O mesmo acontece quando ás outras formas de direito e a todo o direito civil e criminal.


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Pronto !
Em função dessa "análise" rasteira, tendenciosa, sem fundamentação, o cara decreta q tudo o mais no direito tb é dessa forma !


Mais difícil será explicar as relações entre a arte e a evolução das forças produtivas.
A questão, porem, é: em que consiste o conteúdo da arte e de que depende?

A arte em geral é certa expressão dos sentimentos humanos- manifestações, aspirações, expressão que deve ser corporificada em certa forma harmônica (forma estética).
Esta expressão harmônica – pode tomar a forma de sons, palavras, linhas ou cores – é a arte.


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Não é verdade.
Se a arte fosse proveniente de sentimentos humanos, todos os humanos teriam capacidade de fazer arte, uma vez que todos os humanos tem sentimentos !
A arte se manifesta naqueles seres humanos que tem talento artístico, e somente neles.
A arte tb é seletiva, um ser humano pode ter talento para a pintura mas não ter talento para a escultura.
O marxista está querendo fugir disso, pois ai teria q admitir que os seres humanos são diferentes, e isso não é o que ele quer, ele quer "mostrar" que os humanos são socialistas.


Qual a causa que determina essas expressões harmônicas?

É claro que essas estão em primeiro lugar ligadas ás manifestações e aspirações dos próprios homens.
A arte está deste modo intima e profundamente ligada á vida, __ se assim não fosse, ela não expressaria as manifestações e as aspirações dos homens.


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Esta é a "ciência" marxista.
O cara estipiluou, sem demonstrar, nos parágrafos anteriores q a arte vem dos sentimentos, coisa sem o menor fundamento, e agora, baseado no absurdo anterior ele conclui que a arte é ligada a vida...
Ligada a morte é que não seria é claro !
Mediocridade, é só o que sai da cabeça de um marxista.
Tem mais baboseiras sobre a arte mas, deicemos de lado.


***

O papel das grandes personalidades e das causalidades, na história, do ponto de vista materialista.

O desenvolvimento da história está ligado a certos acontecimentos históricos, nos quais certas personalidades, de um lado, e certas casualidades, por outro, desempenham geralmente papel importante.
É esse papel que devemos investigar.

Falando dos acontecimentos históricos que reúnem muitos indivíduos (como revoluções, guerras, etc.), não trataremos aí de indivíduos, mas de coletividades, e já sabemos que a psicologia individual está comprometida na psicologia coletiva.
Não podemos deixar de lado o fato de grandes personalidades desempenharem às vezes papel importante nesses acontecimentos.
Ainda mais: esta ou aquela personalidade pode deixar de fato sinais de si, sobre a época em que vive ou atua.
Não podemos negar, por exemplo, que Marx tem na história do movimento operário um dos mais importantes papeis; que idêntica influência exerceram em seu tempo, por exemplo, Napoleão , nos acontecimentos da França e Lenine no desenvolvimento da Revolução Russa.
Surge então a pergunta: -- em que consiste o papel dessas personalidades e como se explica sua importância e, por outro lado, se o fato, de desempenharem eles, papel importante não estará em contradição com os fundamentos do materialismo histórico ?

Sabemos mais, que em certos momentos sucedem, na vida da sociedade, casualmente, devido ao encontro de diversas causas, grandes e importantes acontecimentos.
Este ou aquele invento pode, de certa maneira, imprimir certa direção ao desenvolvimento posterior da sociedade.


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Evidentemente o marxista, cuja intenção é desmerecer a ação dos grandes homens, não vai mencionar que os inventos que direcionaram a história humana, em sua maioria surgiram da mente de apenas hum ser humano !
Por exemplo o Cálculo Diferencial, mudou a história humana pq propiciou aos humanos deduzirem e construírem coisas com muito maior precisão.
E tal descoberta dependeu apenas de dois homens, Newton e Leibniz.
A bússola por exemplo, mudou a direção da história, o efeito da agulha magnética já era conhecido na China, mas, o uso disso para navegação marítima com a criação de um aparelho usável, foi de um italiano, e não de uma multidão de pessoas, foi a mente criativa de um homem que mudou a história.
Hoje em dia por exemplo, a Internet, quem possibilitou que milhões de humanos possam estar em comunicação online pelas páginas html, usando o protocolo http na rede www, foi um jovem inglês !
Então, este jovem e apenas ele, mudou a história da humanidade radicalmente.


Essa questão do papel das personalidades e casualidades na história deve ser explicada cientificamente, pois sendo impossível prever quais as personalidades que irão nascer e que causalidades irão acontecer, quer dizer isso que não se poderia de forma alguma, prever a marcha da evolução.

Para responder com acerto essa questão, deve-se analisar o fenômeno das personalidades e casualidades e ver de que elementos são formados e em que consiste sua ação na história.

Vejamos em que consistia a personalidade de Napoleão; por que se destacou ele da média de todos os homens, e em consistia sua superioridade.

Napoleão foi um grande estrategista e, graças à sua vontade forte e à sua enorme energia, exerceu grande influência sobre outros homens e pode dirigi-los.
Com isso ele se destacou da massa circulante.
Exatamente na época em que Napoleão aparecia no palco da história, a França encontrava-se numa situação em que essa extraordinária habilidade pôde ser aproveitada (se, por exemplo, Napoleão tivesse existido cinqüenta anos antes, suas habilidades estratégicas não seriam aproveitadas e ele não seria “um Napoleão”).


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Prove essa afirmação !
Prove que se tivesse existido um homem com as virtudes de Napoleão em 1700 este homem não teria se destacado na sociedade francesa ?

Qual seria esta suposta "situação da França" ?
O marxista apenas fala isso, mas, não demonstra pq tal situação iria fazer surgir um Napoleão...
O marxista deveria explicar, com exemplos e causas, que fizeram um corso se destacar e chegar a ser o q Napoleão foi... mas, ele não explica nada, apenas decreta a suposição.


Para que seu talento estratégico pudesse aparecer e ser devidamente aproveitado, Napoleão teve que viver em certa época correspondente.
Mas a época da Revolução Francesa não foi por ele criada, antes, ela o criou como tal, e Napoleão, como personalidade, é por isso um produto de sua época.
Portanto: — para que as grandes personalidades possam ser aproveitadas, devem elas antes de tudo ter nascido numa época correspondente.


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Isso é o cúmulo da safadeza..
É claro que cada ser humano nasce na época que nasceu... e claro que tem que existir uma época, caso contrario nada existiria !

Genghis Khan, outro grande general conquistador, viveu na sua época, Cesar na sua, Alexandre o Grande na dele, Carlos Magno na dele, Pedro o Grande na dele... coisa estúpida falar que cada um nasceu na sua época, é claro que nasceu !

Alexandre por exemplo, o maior conquistador da história, nasceu na Macedônia, uma nação sem expressão nenhuma, mas ele, Alexandre, transformou a Macedônia no centro do mundo, e foi conquistar nações a milhares de Kms da Macedônia - Alexandre fez a sua história e consequentemente a história do mundo, e não a história fez Alexandre... como o estúpido marxismo quer fazer crer.
E poucos anos depois da morte de Alexandre morrer, a Macedônia voltou ao ostracismo anterior.

O caso de Genghis Hjan tb é muito significativo !
Khan era de uma TRIBO mongol, lá do meio da Ásia, onde não existia a civilização como a grega e a romana, no entanto ele varreu o mundo civilizado com suas hordas mongois e os civilizados tiveram q pagar tributo a ele !
Isso foi a história ou o acaso que causou ?
Só para a atrofiada mente marxista.
Isso se deveu exclusivamente ao gênio guerreiro de Khan, pois não existiam na Mongólia nenhuma "época histórica" que pudesse causar o que ele fez - fora da Mongólia.
E Khan foi apenas um hiato na história da Mongólia, depois dele nada mais de espetacular aconteceu na Mongólia.


Somente a Revolução Francesa que colocou no poder a burguesia comercial e industrial, com suas aspirações naturais e vitais de expansão, deu lugar a que se manifestasse o talento de Napoleão.


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A revolução francesa foi apenas uma matança das mais sangrentas.
Uma das maiores mentiras do marxismo é essa de q a revolução francesa foi uma "revolução burguesa", não foi, não existiu um líder sequer nas diversas fases da revolução que fosse "burguês".
Não teve burguesia nenhuma assumindo o poder, não existia nenhum burguês na liderança da revolução francesa.
E mais - todos os líderes da revolução - foram mortos pela própria revolução.
O que demonstra ter sido ela apenas matança degenerada.

E logo em seguida (1804-1848 e 1852-1870) a realeza voltou ao poder na França.
A França só foi deixar de ser um reino absolutista em 1870 com a queda de Napoleão III devido a derrota francesa contra a Alemanha.
A partir de 1870 foi que a França se tornou uma democracia com partidos políticos se revezando no poder.
Alias, é bom mencionar, com 167 anos de atraso com relação a Inglaterra, que se tornou uma democracia parlamentarista em 1707.


Se não houvesse uma pessoa tão hábil como Napoleão, não haveria talvez tantas vitórias, mas a França, com as suas aspirações expansoras de então, seria tal, com ou sem Napoleão;


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Não é verdade, isto é uma mentira que o marxista não prova, apenas fala sem nenhuma fundamentação empírica.

A França não tinha pretensões de expansão, quem tinha o desejo de ser um imperador poderoso era Napoleão e não a França.

A França e o mundo sem Napoleão não seriam os mesmos, a escrita egípcia por exemplo não teria sido decifrada, pois a França não teria um general que fosse conquistar o Egito.

Se não tivesse existido Napoleão a história do Brasil seria outra !
Napoleão, e não a França, ordenou a invasão de Portugal...

Como o marxista vai provar que se não tivese existido Napoleão a França iria invadir Portugal da mesma forma ?

Se Napoleão não tivesse invadido Portugal e colocado seu irmão no trono português, D. João VI não teria vindo para o Brasil !
A independência do Brasil seria de outra forma, talvez nem o império tivesse existido !
Só isso basta para jogar a suposição marxista no lixo.
Esta "visão marxista" da história é falsa, tem a única finalidade de justificar uma ideologia.


por outro lado devido à supremacia técnica da Inglaterra na situação econômica e política internacional, a França, mesmo com Napoleão, teve, finalmente, que perder a guerra.
Alem disso, deve-se tomar em consideração que Napoleão recebeu certa educação, teve certas idéias, realizou certas aspirações.
Tudo isso não foi tomado fora da sociedade.


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E quem disse que foi tomado fora ?
È claro que tudo acontece no seio da sociedade.
Só que Napoleão nasceu em uma ilha distante, com poucos recursos, mesmo assim, devido aos seus méritos, conseguiu se destacar.
E ninguém no mundo conseguirá provar que sem Napoleão a França seria a mesma coisa !


Ao contrário, era o resultado do estado geral da sociedade francesa daquela época.
Dessa forma, acontece que Napoleão se tornou “Napoleão” devido às condições sociais da época em que vivia.
A própria personalidade é em sua maior parte o resultado das relações sociais, do meio social, que são determinadas, em última análise, pelas relações de produção.


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E o cara continua a afirmar a mesma coisa sem fazer nenhuma demonstração abalizada, empírica, que comprove o que ele está falando...
Por que ele não descreve o "estado geral" da França e mostra com fatos comprovados pq favoreceram Napoleão ?
Marxistas jamais fazem isso, Marx tb não fazia, eles jogam as suas "conclusões" sem comprovar cientificamente uma sequer frase do que falam.


O mesmo se pode dizer de Lenine, que é um dos maiores estrategistas no campo da luta de classes e que possui uma vontade férrea e uma energia inquebrantável, e cuja influência sobre as massas é colossal.
O saber de Lenine e sua estratégia deram-lhe a possibilidade de manobrar magistralmente entre diversos grupos e classes sociais, precisar o estado da luta e a combatividade de cada classe.
Sua vontade férrea e sua energia inquebrantável deram-lhe a possibilidade de constituir um partido comunista tão forte e conseqüente como o nosso.


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Fortíssimo !
Tão forte que levou a URSS a falência.
E nas dominações que fez de países vizinhos, não foi nenhuma estratégia, foi o exército vermelho que esmagou nações mais fracas e as submeteu ao socialismo.
E as manteve assim, com o terrorismo da KGB e as botas do exército que as manteve por 50 anos, até falir.

É interessante notar que apesar de a história supostamente ser luta de classes, tais lutas jamais surgiram espontaneamente !
na Russia precisaram do "estrategista" Lenine para que não se matassem umas as outras !


Não foi Lenine quem criou a Revolução Russa, mas a Revolução Russa o criou.


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Nem uma coisa nem outra,
Lenine por toda a vida foi um militante socialista, já tinha fugido da Russia, era um líder revolucionário, foram anos de subversão praticados por ele.
E claro, qdo a revolução aconteceu, ele estava no centro dela !
Afinal Lenine era o mais conhecido líder...
quem mais poderia ocupar o posto de liderança a não ser ele ?
Trotsky talvez.
Mas tb foi outro que a vida toda esteve na luta subversiva socialista.
Por que não foi Trotsky o líder maior ?
Isso o materialismo histórico marxista jamais vai explicar.

E tudo isso só demonstra que a atuação de Lenine e Trotsky foram decisivas, uma vez que o autor não descreve uma ação sequer da "massa" que partisse unicamente dela e não da instigação feita pelos líderes !


Somente alguns aspectos da revolução Russa é que trazem a marca de Lenine, e se tais traços individuais emprestam à Revolução certa fisionomia, sua marcha geral, porem, é determinada pela atividade das grandes massas operárias e camponesas.


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Mentira. A revolução russa não foi feita por "grandes massas", foi feita por um grupo pequeno, os bolcheviques.


Somente os camponeses descontentes, por um lado, e a forjada combatividade do operariado por outro, e a guerra, a crise no organismo capitalista, somente esses três fatores é que puderam ter determinado a Revolução.


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Que doideira, a Russia nem capitalista era ! O próprio Marx disse isso.
Não tinha "crise" nenhuma... esse cara é um maniaco.


Também podemos apreciar o papel das grandes personalidades e outro ponto de vista.
Sendo a história toda, o resultado da atividade humana (“são os homens que fazem a história”, disse muito bem Engels), acontece que cada indivíduo desempenha um papel na história, pois que a atividade coletiva nada mais é do que a soma de atos individuais.
Nesse sentido se diz que com certo ato ou com a soma de certos atos, começa uma nova época na história.
A diferença entre a atividade (atos) de uma grande personalidade e a da média dos membros da sociedade é quantitativa e não qualitativa, mas a quantidade às vezes se transforma em qualidade e os atos das grandes personalidades podem se tornar inícios de grandes modificações ou revoluções, que o trabalho anterior dos homens médios havia preparado.
Os grandes homens estão como que impregnados da energia dos atos de milhares e milhões de homens da massa que os preparam.
Tirem-lhes, porem, essa energia potencial e ficam eles ( os atos dos grande homens) sem força, e perdem sua significação.


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Qualquer pessoa lúcida sabe que as massas precisam ser conduzidas, pq sozinhas as massas se transformam em hordas de vândalos.
A figura do líder é fundamental para que algo útil aconteça.
Os exércitos decidem a história, e não as massas.


Quando do choque entre a Roma de Octavio contra o Egito de Cleopatra, não teve "massa" nenhuma na hora da decisão, na hora da vida ou morte.
O povo de cada país trabalhou na confecção de roupas, armas, navios, etc, mas isso foi feito em ambos os lados...
Foi na hora da batalha naval, no litoral da Grécia, distante das terras duas nações em luta, que a história da humanidade se definiu, pela habilidade tática do general de Octavio, Agrippa, que teve a intuição que Marco Antonio iria tratar uma batalha naval como se fosse uma carga de cavalaria !
E lhe preparou uma cilada, e Marco Antonio fez exatamente o que Agrippa deduziu que ele ia fazer... e Agrippa foi o grande vencedor, decidindo devido a essa sua grande habilidade, os destinos de Roma e da humanidade.


Se em vez de épocas inteiras tomarmos diferentes momentos em distintas épocas, veremos que cada momento tem sua fisionomia.
Essa fisionomia é em certa medida determinada pela atividade de personalidades que se destacam mais ou menos da média dos homens.
A diferença aqui está somente no âmbito, na grandeza da atividade desta ou daquela personalidade e na proporção dos resultados.
O papel dos grandes homens no conjunto dos acontecimentos é, por isso, limitado aos traços e cores individuais nos acontecimentos dados, e sendo que, na história, afinal não são os traços e cores individuais que desempenham o papel mais importante, mas sim o conteúdo e a própria forma dos acontecimentos, claro está que o papel de um grande homem é proporcionalmente pequeno, na história.

Desta forma podemos estabelecer que, segundo o ponto de vista materialista, não é completamente afastado e negado o papel de certas grandes e até pequenas personalidades.
O materialismo histórico somente esclarece em que consiste essa atividade, o que a provoca e determina.
A diferença entre grandes e menores personalidades está somente na quantidade, mas não na qualidade, porque as grandes personalidades não criam as condições gerais, ao contrário elas próprias (os grandes homens) são criadas pelas condições e provocadas pelos acontecimentos.


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É claro que os grandes homens não criam as condições gerais, isso é o óbvio.
Mas os grandes homens criam as condições especiais que decidem os destinos, é isso que importa.
Quem decidiu os destinos de Roma e Egito foram os generais que estiveram em luta na batalha final, sob as ordens de Octavio e Cleopatra.
Tudo que existia de "geral" existia para ambos os lados, e não decidiu nada, foi o especial, a visão tática de Agrippa, que deciriu tudo.
E assim é e sempre será !
Quem decide os destinos do Brasil hoje, ano de 2009, não é o "geral", é o Lula.

E o socialismo sempre será um sistema falido, sempre será um sistema destinado ao fracasso, pelo fato que não ver a realidade como ela é, e querer criar uma realidade fecticia de acordo com as loucuras que Marx disse.


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